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24/06/2013 15:53:00

A voz das ruas e o berro dos baderneiros


Comunicação



Um dos maiores jornalistas brasileiros do início do século 20, João do Rio, afirmou que as ruas possuem alma e, talvez por isso, existe amor nelas. Nas ruas, “nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais.” Diante de tantas injustiças, desrespeito, descaso e corrupção, é bem-vinda a voz das ruas, por meio de manifestações pacíficas, conforme estabelece a Constituição Federal (Art. 5º, inc. XVI): “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.”

Até aí tudo bem. O problema surge quando símbolos da democracia são insistentemente atacados por uma minoria insana. Congresso Nacional, sedes de governos estaduais, prefeituras, assembleias legislativas e até políticos são alvos de covardes criminosos encapuzados. Há bandidos profissionais tirando proveito da turbulência para fomentar o caos. Outros camaradas, por seu turno, quebram tudo o que encontram pela frente, por má índole ou ignorância mesmo, pois pichar o teatro municipal de São Paulo, por exemplo, só pode significar uma coisa: estar atolado no estágio mais avançado da mediocridade. E tal mascarado continua, provavelmente, no meio das manifestações com a sua respectiva gangue, a berrar impropérios.

Encaminhar pela destruição do Estado democrático de direito, consciente ou inconscientemente, sempre é muito perigoso. Daí ser importante que os convocadores das manifestações ponderem mais uma vez sobre isso: até que ponto vale a pena intensificar o movimento na atual conjuntura? Quais os riscos envolvidos para a sociedade? Será que as ruas absorverão mais sangue? Encontraremos mais um irmão caído nas ruas? A violência está aumentando? Talvez seja o momento de reorganizar as ideias e escolher, entre todos os temas, quais serão, de fato, os principais levantados nos protestos.

Alguns salivam pelo enfraquecimento dos poderes constituídos democraticamente, o que dá corda para o surgimento dos déspotas. O rastro de pólvora seca é visível. Fogo é o que não falta. “Se deixarmos que a violência nos faça perder o rumo, estaremos não apenas desperdiçando uma grande oportunidade histórica, como também correndo o risco de colocar muita coisa a perder”, disse a presidente da República, Dilma Rousseff, na televisão, em 21 de junho.

Ninguém sabe exatamente como as manifestações terminarão. Os estudiosos do comportamento das massas ainda escreverão teorias com mais propriedade, haja vista o inédito deslocamento das multidões ao som dos tambores da internet, aqui no Brasil. Os líderes, por conseguinte, devem manter a liberdade como bússola de suas ações, em prol do fortalecimento do processo democrático. Mas não nos esqueçamos de um princípio antigo, presente inclusive na Constituição Francesa de 1791: a liberdade consiste em fazer tudo o que não prejudique o próximo.

 

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