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27/07/2020 15:35:00

Auditora Fiscal Rosane Esteves, superintendente da 1ª RF, diz que Classe é fundamental na crise, pois garante fluxo do comércio exterior e gestão da atividade tributária



A Unafisco Nacional entrevistou a Auditora Fiscal Rosane Faria de Oliveira Esteves que assumiu recentemente a Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil na 1ª Região Fiscal.

A Auditora Fiscal falou da sua formação acadêmica e trajetória profissional ao longo de 28 anos de serviço público, 22 deles dedicados ao trabalho na Receita Federal. Ela também comentou de seu histórico de chefias no órgão até chegar ao cargo de superintendente.

Rosane destacou o papel fundamental que os Auditores Fiscais têm durante e após a crise decorrente da pandemia para garantir o fluxo do comércio exterior e a gestão da atividade tributária.

“Com a retomada da atividade econômica, [Auditores Fiscais] terão que trabalhar intensamente para recuperar a arrecadação, que é o pilar do financiamento das políticas públicas”, disse.

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra.

 

UNAFISCO NACIONAL. A senhora poderia falar da sua trajetória na Receita Federal e formação acadêmica?

Auditora Fiscal Rosane Faria de Oliveira Esteves, superintendente. Ingressei na Receita Federal em 1995. Na ocasião, exercia o cargo de Agente Administrativo e trabalhei na Agência em Itapetinga/BA e na Delegacia em Goiânia/GO até 1999. Retornei à RFB, em 2002, como Auditora Fiscal e fui lotada na Seção de Fiscalização da Delegacia em Rio Branco. Posteriormente, exerci a função de Delegada e, em 2008, fui designada Inspetora-Chefe da Alfândega do Aeroporto de Manaus.

A partir de 2010, já em Brasília, atuei na Corregedoria, tendo sido nomeada para as funções de Chefe da Divisão de Investigação e Coordenadora Disciplinar. Executei atividades na Coordenação-Geral de Planejamento, Organização e Avaliação Institucional, exercendo a função de Chefe da Divisão de Desenvolvimento Organizacional. Recentemente, havia assumido a Assessoria Técnica na Subsecretaria de Gestão Corporativa, função que exerci até a nomeação para Superintendente. Sou formada em Ciências Econômicas e em Ciências Contábeis pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, e especialista em Contabilidade e Auditoria pela PUC/GO, em Comércio Exterior pela Universidade Federal do Amazonas e em Direito Administrativo Disciplinar pela Universidade de Fortaleza.

UN. Na sua visão, o que foi relevante para que recebesse o convite para assumir a superintendência? Recebeu algum tipo de recomendação especial para sua gestão?

Rosane. Acredito que tenha sido a formação acadêmica e a trajetória profissional ao longo de quase 28 anos de serviço público, dos quais 22 na Receita Federal.

UN. Quais desafios acredita que enfrentará na função?

Rosane. Necessidade de adaptação às novas formas de gestão, pois o ambiente de trabalho tradicional passa por forte mudança, tanto nas instituições públicas como privadas. O trabalho fora do ambiente da empresa ou órgão público sofreu uma forte aceleração com a crise sanitária causada pela Covid-19. A Receita foi um dos órgãos pioneiros na adoção do teletrabalho. A atual gestão está reformulando os normativos que regulamentam esse tipo de atividade, havendo potencial para que novas atividades sejam incluídas. Aliada à regionalização de alguns processos de trabalho, o gestor tem o desafio de coordenar equipes que estão em cidades distintas, em muitos casos fora do ambiente físico da Receita Federal. Esse será um desafio não somente para a Receita, mas para todas as instituições, mesmo as privadas.

UN. Quais são os principais projetos que pretende implementar na RF?

Rosane. Implementar o processo de regionalização das atividades relacionadas à arrecadação, ao controle do crédito, à fiscalização, ao atendimento, ao controle aduaneiro e à gestão corporativa, além de fortalecer as ações de combate ao contrabando e descaminho, a partir de cruzamentos de informações e análise de riscos. Concentrar esforços para melhorar a comunicação, pois a Receita promove várias ações que precisam ser mais bem informadas à sociedade. Pretendo, também, conhecer melhor os projetos em andamento na Região e dar continuidade àqueles que representarem boas experiências ou que tenham o potencial de ajudar a vencer os desafios da Receita.

UN. Em sua opinião, qual o maior desafio que a Classe enfrenta hoje e como superá-lo?

Rosane. Acredito que o maior desafio enfrentado pelos servidores públicos em geral seja a crise socioeconômica decorrente da pandemia. Devemos ficar atentos quanto às possíveis medidas a serem adotadas pelos governos para mitigar os efeitos da queda da atividade econômica e, se necessário, apresentar alternativas que ajudem o País no processo de retomada. Os Auditores estão tendo um papel fundamental na crise, garantindo o fluxo do comércio exterior e a gestão da atividade tributária. Com a retomada da atividade econômica, terão que trabalhar intensamente para recuperar a arrecadação, que é o pilar do financiamento das políticas públicas.

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