Energia Limpa: Matrizes Alternativas e Energia Solar Fotovoltaica – Primeiros Passos foi o tema da segunda edição da Live de Prêmios, apresentada pela Unafisco Nacional. O evento foi transmitido ao vivo no dia 1º/10 pelo Facebook e YouTube da entidade. O convidado dessa edição foi Rodrigo Sauaia, cofundador e presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), que reúne empresas do setor solar fotovoltaico. A mediação foi realizada pelo diretor-adjunto de Comunicação da Unafisco, Auditor Fiscal Virgilio Fordelone Neto.

Rodrigo Sauaia, que é doutor em Engenharia e Tecnologia de Materiais, explicou os diferentes tipos e usos da energia solar. De forma bem didática, Rodrigo disse que a energia solar fotovoltaica é diferente da energia solar térmica. Esta última é mais conhecida do público por ser bastante usada para aquecer água de chuveiro e piscina. Já a fotovoltaica transforma energia solar em energia elétrica. Por isso, é capaz de alimentar qualquer dispositivo eletrônico, desde uma simples lâmpada até carro elétrico.

Como funciona. O presidente da Absolar detalhou o funcionamento do processo. Segundo Rodrigo, o sistema baseia-se na instalação de painéis que captam a luz solar no teto das casas ou em espaços com bastante incidência de raios solares. Graças ao efeito fotovoltaico, os equipamentos transformam luz solar em corrente contínua e, por meio de um inversor, em alternada. A energia, então, é distribuída no imóvel utilizando a mesma instalação elétrica já existente. O excesso de eletricidade gerada é devolvido à rede de distribuição para ser usado por outros consumidores. Assim, a residência, empresa ou condomínio gerador daquela energia recebe créditos nas contas de luz futuras.

O presidente da Unafisco Nacional, Auditor Fiscal Mauro Silva, perguntou qual seria o valor do investimento necessário e o tempo de retorno. Rodrigo disse que a compra e a instalação dos equipamentos custam, em média, R$ 11 mil. “Considerando o consumo de uma família de quatro pessoas, cuja conta de luz fica em torno de R$ 284,00. Este valor é recuperado em, aproximadamente, quatro anos. Isso porque a economia na conta mensal ficará entre 80% e 90%.”

Potencial gigantesco. Rodrigo comentou sobre os recentes aumentos na conta de luz dos brasileiros. Segundo ele, por causa da crise hídrica que o País atravessa, o governo foi obrigado a acionar usinas termelétricas e a importar energia da Argentina e do Uruguai. Para Sauaia, se a matriz energética do Brasil fosse menos dependente de fonte hídrica, o sistema hidrelétrico não ficaria tão pressionado com a falta de chuvas — e o valor da conta de luz seria menor. “De toda energia elétrica gerada no Brasil, quase 60% vêm das usinas hidrelétricas. A energia eólica representa 10,3% e a solar fotovoltaica, pouco mais de 2% deste total. O potencial do nosso País para energia solar é gigantesco e esperamos que, até 2050, ela represente um terço de nossa matriz.” Além do quê, de acordo com Virgílio, energia solar é limpa, não emite gás carbônico na atmosfera, como as usinas termelétricas, e não possui os riscos das nucleares.

Benefícios fiscais. Mauro Silva perguntou ao convidado se o Brasil oferece benefícios fiscais adequados para incentivar o crescimento do uso da energia solar fotovoltaica. Para Rodrigo, os subsídios à cadeia do setor não ultrapassam R$ 1 bilhão por ano. Segundo ele, as concessões são muito baixas em comparação ao que é oferecido às demais fontes de energia. Apresentando uma reportagem do site G1, o presidente da Absolar demonstrou que governo federal concedeu, somente em 2019, R$ 99,39 bilhões em subsídios para auxiliar os produtores de petróleo, carvão mineral e gás natural no País.

Ainda sobre a questão tributária, Virgílio Neto pediu ao convidado que explicasse os principais retornos sociais do setor que justificariam a concessão de mais benefícios fiscais.  Rodrigo respondeu que, além de ser uma fonte limpa, renovável e barata, a energia solar fotovoltaica é a que mais gera empregos em comparação com as demais fontes renováveis. Sauaia afirmou que o setor é responsável pela criação de 3,6 milhões de postos de trabalho no mundo, praticamente um terço do total de 11 milhões de empregos gerados por todo sistema de energias renováveis. No Brasil, segundo ele, foram criadas 312 mil vagas desde 2012, sendo 120 mil somente em 2020. “Cada megawatt de energia solar fotovoltaica produzido gera 30 empregos e podemos produzir 160 vezes mais do que atualmente”, disse.

Ao final da Live, Virgílio Neto ressaltou a importância do tema apresentado, um assunto tão atual e capaz de impactar positivamente o mundo “que ficará para nossos filhos e netos.”

Premiação. Durante a segunda edição da “Live de Prêmios”, divulgou-se um link na área restrita do site da Unafisco por meio do qual os associados responderam a uma pergunta relacionada ao assunto da live. As duas melhores respostas ganharão um tablet e um Kindle, respectivamente. O resultado sairá na terça-feira, 5/10.

Abaixo, assista à live na íntegra.

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