No último sábado (24/4), a convite da Unafisco Nacional, o renomado cardiologista Roberto Kalil Filho, presidente do Conselho Diretor do Instituto do Coração (InCor) e diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-libanês, participou da Live Mais Humanos da entidade para falar sobre Covid-19, uma doença que, só no Brasil, soma 390.925 óbitos até agora (25/4). A mediação do evento, transmitido pelos canais da entidade, Facebook e YouTube, foi realizada pelo presidente da Unafisco, Auditor Fiscal Mauro Silva.

Um dos objetivos principais da live foi a possibilidade de os colegas poderem tirar dúvidas sobre o tema com o médico. Mauro fez a pergunta inicial. Há jovens sendo acometidos pela doença. Auditores Fiscais da ativa estão concentrados na faixa dos 40 e 50 anos de idade. Estaríamos diante de uma mutação do vírus mais agressiva? O médico explica que desde janeiro deste ano enfrentamos uma nova cepa do coronavírus no País. Ela atinge sim os mais jovens porque possui uma carga viral (concentração de vírus no organismo) muito maior e mais agressiva.

Ao contrário do que muitos pensam, ou pelo menos pensavam no início da pandemia, o vírus não se restringe ao pulmão. Nos casos mais graves pode atingir rins, cérebro, coração. É uma doença sistêmica. Pode afetar vários órgãos de formas diferentes. Segundo Kalil, nos primeiros casos registrados do coronavírus, na cidade de Wuhan (China), 7% apresentaram miocardite (agressão ao músculo do coração).

O coração é golpeado com muita violência. O coronavírus causa um “distúrbio no sistema de coagulação, formando coágulos, que entopem as artérias, chamadas coronárias, que levam sangue ao coração, causando infarto.” E, por incrível que pareça, o vírus comete a insolência de reduzir a quantidade de oxigênio justamente para o coração, ocasionando isquemia. A falta de oxigênio surge por causa do ataque ao pulmão.

Ao ser indagado a respeito dos sintomas pós-Covid e quais seriam as sequelas mais graves, Roberto Kalil disse que, segundo estudos, parte dos pacientes entubados em UTIs morre até seis meses depois da alta hospitalar, seja por infarto, por infecção, por AVC. “De 100 pacientes que saem assim [têm alta depois de entubados], 25 vão morrer nos primeiros seis meses. Tem que continuar o acompanhamento, sim. E há outros estudos mostrando sequelas graves em quase 50% dos pacientes graves que tiveram alta (mortes, inclusive). O acompanhamento tem que ser extremamente rigoroso.”

Tome a vacina. Dr. Kalil informa que “não existe ainda um antiviral, não existe ainda um remédio que agrida diretamente o vírus. A grande arma contra o vírus é a vacina.” Sobre que tipo de vacina contra o coronavírus devemos tomar, o cardiologista explica: “a que chegar a você. (…). A Anvisa é um órgão sério e preparado. Qualquer vacina liberada pela Anvisa você pode tomar tranquilamente. Você tem que se vacinar.” Desse modo, você se protege e protege quem está do seu lado. A vacina é a única prevenção contra a doença.

Daí a importância de tomar as duas doses da vacina. O cardiologista admoesta que deixar de tomar a segunda dose da vacina é uma irresponsabilidade, porque o cidadão sabe sobre o perigo da Covid-19 e da necessidade da segunda dose para obter a completa eficácia dos imunizantes.

Medidas protetivas. Continuemos com o uso de máscara em locais públicos, vamos evitar aglomeração, respeitar o distanciamento social, higienizar frequentemente as mãos.

A série Mais Humanos da Unafisco Nacional, que trouxe o renomado cardiologista, é mais uma iniciativa da entidade em prol de seus associados, da Classe e de toda a sociedade.

Vacinação dos Auditores Fiscais. Recentemente, em razão do trabalho presencial, a Unafisco vem solicitando a inclusão dos Auditores Fiscais da Receita como prioridade na lista de vacinação contra a Covid-19 (ver mais aqui). Entendemos que é o momento de todos atuarmos, com firmeza, contra coronavírus.

Abaixo, assista à live na íntegra: