Título: Receita Federal guarda cerca de R$ 15 milhões em mercadorias contrabandeadas que foram apreendidas em Goiás
Publicação: G1
Autores: Giovana Dourado e Guilherme Rodrigues
Data: 23/7/2021

A Receita Federal guarda cerca de 40 carros, três ônibus e três caminhões lotados de mercadorias contrabandeadas e que foram apreendidas em Goiás. São cerca de R$ 15 milhões em eletrônicos, bebidas, artigos de perfumarias e até cabelo humano vindos da Indonésia.

O galpão fica em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o número de pessoas presas por contrabando no primeiro semestre no Brasil aumentou de 814 em 2020 – para 881 neste ano.

Em Goiás, o total de mercadorias apreendidas cresceu 40% em relação ao ano passado, conforme a corporação, que acredita que este comércio ilegal aumentou por causa da crise da pandemia do coronavírus.

“Se comparar os anos interiores, a questão da informalidade trouxe as pessoas para uma nova modalidade de trabalho, aquela forma velha de que todos pensam em ganhar dinheiro mais fácil. Mas, o prejuízo é muito maior, acabam perdendo praticamente tudo, isso, quando não vão parar na prisão”, disse o inspetor da PRF, Newton Morais.

O subtenente do Comando Operacional de Divisas (COD), Walber Rodrigues disse que o estado funciona como um entreposto para distribuição do contrabando para as regiões norte e nordeste do país.

“A vantagem nossa do COD é que em toda a região do estado hoje a gente possui uma equipe que facilita essas operações, essa integração entre a PRF e a Receita Federal”, disse.

O auditor fiscal da Receita Federal Antônio Moreira explica que o prejuízo é grande pra quem comete esse tipo de crime, já que eles perdem todos os produtos adquiridos de forma ilegal.

“Depois que ela [mercadoria] vem para o pátio, é feito um processo administrativo e, caso o proprietário não consiga provar a regularidade da mercadoria, aplica-se a pena de perdimento, ou seja, a mercadoria passa a ser propriedade da União”, disse.

Ele disse ainda que esse tipo de comércio ilegal prejudica não só a economia do país, como também os trabalhadores que seguem a lei, pagando os impostos devidos.

“Se você está comprando um produto irregular, você está desempregando alguém no nosso país e prejudicando a economia. E, se nós quisermos um país melhor, todos temos que fazer a nossa parte”, disse o auditor.